Industria automóvel pode estar em crise

A AFIA Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel está a preparar a elaboração de um plano de contingência para fazer face à crise que o sector automóvel enfrenta e estima mesmo no curto prazo “uma severa redução do emprego”, que, segundo as contas da AFIA, se poderá cifrar no corte de 12 mil postos de trabalho.

Esta associação, que representa um sector que no final de 2007 tinha 40 mil trabalhadores, quase 200 empresas e uma facturação de 4,8 mil milhões de euros, esteve reunida esta terça-feira com empresários do sector para discutir um conjunto de medidas que “suportem a sobrevivência e garantam um desenvolvimento sustentável a médio prazo”.

No comunicado que a AFIA divulgou aponta uma série de soluções possíveis para resolver os actuais problemas, entre as quais a paragem e “desemprego técnico dos colaboradores”, de forma a “manter a estrutura técnica das empresas e equiparar às condições de mercado existentes na Europa, com possibilidade da formação (própria e ‘on job’) desses mesmos excedentários”.

Por outro lado, os empresários da indústria de componentes para automóveis propõem a criação de uma “linha de crédito dedicada”, que permita planos de pagamento por períodos mais longos. O plano de contingência visará também os custos energéticos das fábricas, bem como o aumento da incorporação nacional nos automóveis que estão a ser montados em Portugal, “sem privilegiar as empresas concorrentes que operam no estrangeiro e que oneram a produção nacional com custos de logística desnecessários”.

“As empresas estão disponíveis para dialogar com o Governo e encontrar modelos de desenvolvimento integrados, sob pena de redução drástica dos investimentos e encerramento de empresas ou unidades de produção, com consequências graves na economia e sociedade”, refere o comunicado da AFIA.

Orçamento 2009 desilusão para o sector automóvel

A proposta de Orçamento do Estado para 2009, apresentada pelo Governo, representou uma “desilusão” para a Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), segundo um comunicado que foi emitido hoje.

A ARAN justifica a crítica dizendo que a proposta “apresenta medidas que não incentivam a retoma deste sector, que está em clima de estagnação há mais de cinco anos”.

Como exemplo, a ARAN aponta o facto da proposta “acabar com a redução de 500 euros no Imposto Sobre Veículos nos modelos diesel com filtro de partículas com emissões inferiores a 0,005 g/km”.

Outra proposta com que a ARAN está descontente é a previsão de que, a partir de 2010, o incentivo fiscal ao abate de veículos em fim de vida vai passar a ser atribuído apenas a automóveis com emissões inferiores a 120 g/km.

“A Associação concorda que não se pode esquecer o ambiente, de qualquer forma não se percebe porque esta medida deixa de contemplar todas as viaturas”, refere o comunicado.

Além disso, a “ARAN lamenta que a proposta de OE para o próximo ano não preconize o fim do pagamento especial por conta, uma vez que são poucas as empresas deste sector que apresentam lucros”.

Para a associação automóvel as medidas do OE “só contribuem para que a estagnação permaneça”.

Qual a importância do seguro automóvel?

O proprietário ou o condutor de um veículo são responsáveis pelos prejuízos que este possa causar e, em caso de acidente, podem incorrer em graves responsabilidades, face às indemnizações que lhes poderão ser exigidas. Por outro lado, impõe-se acautelar os legítimos interesses dos lesados em acidentes de viação. Neste sentido, institucionalizou-se a obrigatoriedade de um contrato de seguro de responsabilidade civil para os veículos terrestres a motor e seus reboques. A falta de seguro é punida por lei e pode implicar apreensão do veículo, pagamento de uma coima e, em caso de acidente, a responsabilização do condutor ou do proprietário do veículo, pelo pagamento de indemnizações aos lesados. O capital mínimo obrigatório a subscrever para os veículos não afectos a transportes colectivos é, actualmente, de € 600.000. No entanto, porque os danos causados podem atingir valores superiores, muitos tomadores de seguros optam por contratar uma garantia superior.

O seguro obrigatório garante as indemnizações devidas por danos pessoais e ou materiais causados a terceiros, bem como às pessoas transportadas, com excepção do condutor do veículo. Relativamente aos passageiros transportados gratuitamente e às pessoas transportadas mediante contrato (táxi, transportes colectivos, etc.), estão cobertos todos os danos, quer corporais, quer materiais.

Mas nenhum seguro cobre todos os riscos. No entanto, o termo “todos os riscos” é usualmente utilizado para denominar a inclusão do seguro de Danos Próprios.

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