4% dos seguros automóvel vendidos por telefone e internet

As quatro operadoras que vendem seguros automóvel exclusivamente por telefone e internet detêm 4% da quota de mercado deste ramo, deixando os restantes 96% nas mãos de mediadores e agências de captação directa das companhias de seguros.

Trata-se de uma subida muito ténue de quota de mercado na venda directa de seguro automóvel, que já no ano passado ficou muito perto dos 4% e que este ano não deverá ultrapassar muito este indicador. A produção provisória do Instituto de Seguros de Portugal aponta para uma quota total de 4%, repartida entre a Via Directa, a Seguro Directo, a Logo e a N Seguros, embora as companhias acreditem que os valores definitivos possam apresentar uma ligeira subida de décimas. Ainda assim, os resultados demonstram que os consumidores lusos dão clara preferência à subscrição acompanhada pessoalmente por um profissional do sector, seja ele mediador de seguros ou funcionário de uma companhia.

Quanto à venda directa, é crescente o número de utilizadores que realiza toda a operação de subscrição online, quando inicialmente a operação era começada na internet e concluída via telefone. Com 33 milhões de euros em prémios, a Via Directa, do grupo Caixa Geral de Depósitos, que opera sob a marca OK! Teleseguros, mantém a liderança da venda directa de seguros, ocupando a 13ª posição no ranking nacional do ramo, com uma quota de mercado de 2%. O segundo maior operador de venda directa continua a ser a Seguro Directo, do grupo AXA, embora com uma quebra acentuada de produção, da ordem dos 38%. As contas do supervisor apontam para que a Seguro Directo feche o ano 2009 com uma produção de 15 milhões de euros e uma quota de mercado de 0,9%.

A Logo, do grupo Espírito Santo, protagoniza a maior subida do ramo (177,3%), com uma produção provisória superior a 10 milhões de euros em seguro automóvel. A Logo detém agora uma quota de mercado de 0,6%, ligeiramente acima dos 0,5% do mercado detidos pela N Seguros, entretanto adquirida pelo grupo Montepio. A N Seguros fecha 2009 com pouco mais de 9 milhões de euros de produção e uma subida de 60,4% face ao ano anterior.

Seguradoras multadas em 124 mil euros

Os atrasos na regularização de sinistros automóvel obrigaram as companhias de seguros a pagar mais de 124 mil euros em coimas no ano 2009. As coimas mais pesadas recaíram sobre as três companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos. Segundo informação divulgada pelo Instituto de Seguros de Portugal, à Fidelidade Mundial e a Império Bonança foram aplicadas coimas de 44.890 euros e à Via Directa, que opera sob a marca OK! Teleseguros, foi aplicada uma coima no valor de 15 mil euros.

Nos três casos, as coimas respeitam à falta de cumprimento do artigo 36º do Decreto-Lei 291/2007, que estabelece o calendário de prazos de regularização de sinistros automóvel. Desde Outubro de 2007 que a transposição da 5ª Directiva sobre o Seguro Automóvel para a legislação nacional obriga as seguradoras a cumprir um rigoroso calendário de regularização de sinistros automóvel, que inclui o primeiro contacto com os lesados, a marcação de peritagens, a divulgação do relatório de peritagem e a apresentação de uma proposta de indemnização, entre outros.

Além das companhias do grupo CGD, foram também multadas, por violação do artigo 36º, as companhias Ocidental (9.000 euros), BES Seguros (4.500 euros) e Generali (1.500 euros). O ISP multou ainda a Açoreana (1.500 euros) e a Tranquilidade (3.000 euros) por incumprimento do artigo 42º do mesmo decreto-lei, que diz respeito à disponibilização de veículo de substituição durante o processo de regularização de sinistro automóvel.

Ainda assim, o segundo ano de vigência da nova legislação não foi tão penalizadora para as seguradoras. Em 2008, onze companhias de seguros foram objecto de coima por incumprimentos semelhantes no valor total de 197.780 euros.

Logo ultrapassa os 70 mil clientes em 2009

A seguradora directa “low cost” Logo, criada em Janeiro de 2008, ultrapassou, no ano passado, os 70 mil clientes, refere a empresa em comunicado.

“Fechámos 2009 30% acima do nosso objectivo inicial. Adicionalmente, a nossa quota de mercado em prémios é já superior a 15%”, aponta, no comunicado, José Pedro Inácio, director-geral da empresa.

A Logo, seguradora do Grupo Espírito Santo (GES), disponibiliza serviços e produtos do ramo Não Vida exclusivamente através da Internet e telefone.

Segundo a empresa, mais de 40% dos clientes adere à seguradora via Internet. Pode também aceder e tornar-se cliente da logo seguindo o link:

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