Carro menos fiável do mundo

Um estudo da Warranty Direct, uma seguradora britânica, deu origem a uma lista dos piores e menos fiáveis componente que se estragam com maior frequência num automóvel e em que modelos. Reunindo esses componentes, deu origem a um suposto carro que seria o Monster MK1, o maior pesadelo para qualquer condutor.

Este estudo pretendeu contabilizar as peças menos fiáveis nos automóveis comercializados no Reino Unido. Com base numa amostra de 50 mil apólices de seguro, criou-se assim o Monster Mk1, o carro que reúne as peças menos fiáveis num único automóvel.

Este verdadeiro pesadelo de quatro rodas está equipado com os travões do Audi A8, a suspensão do BMW M3, que requere algum tipo de reparação todos os anos, o motor 1.8 de 160 cavalos do MG-TF e a caixa de velocidades do Land Rover Freelander, conhecida pelas dores de cabeça que causa aos seus proprietários.

Assustado? Mas o pesadelo continua. Para compor o este conjunto, o Monster MK1 conta ainda com o sistema de arranque do Mercedes Viano, a electrónica do Renault Mégane, o ar condicionado do Seat Alhambra, o sistema de refrigeração do Seat Toledo e a direcção do Volvo C70.

Para se ter uma ideia deste carro amigo de todas as oficinas, se todas as partes que se danificam com maior frequência estivessem dispostas num único modelo, o Monster MK1, o seu proprietário teria que gastar todos os meses algo como 2.309 euros em reparações.

De acordo com a Warranty Direct, algumas destas reparações chegam a atingir os 7.800 euros. Pior que isso é a frequência com que alguns dos modelos em análise acusam estes problemas. Por exemplo, 40% dos proprietários de um BMW M3 requerem alguma reparação na suspensão ou nos eixos durante o ciclo de vida do veículo.

A Warranty Direct criou também um índice de fiabilidade que lista os dez melhores e os dez piores modelos. Uma informação que pode consultar em www.reliabilityindex.com.

Poupança no seguro automóvel

Desde 2006 a 2010, houve uma redução média do seguro automóvel de 71 euros. Esta baixa no valor do seguro permitiu aos consumidores uma poupança anual de cerca de 500 milhões de euros, segundo os dados apresentados esta terça-feira pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Paulo Seixas Vale, presidente da APS, num encontro com jornalistas disse ainda: “Nota-se a tendência para uma redução da gravidade dos sinistros, logo, existem menores custos para as seguradoras, permitindo uma descida do preço médio do seguro automóvel”.

No ramo automóvel, o prémio médio por veículo baixou de 312 euros em 2006 para 241 euros no final de 2010, um decréscimo de 23 por cento e de 1 por cento face a 2009.

Serviço Help-a-car

As seguradoras do grupo Caixa Geral de Despósitos propõem uma simplificação e aceleração do processo de resolução de sinistros automóveis, através do lançamento do Help-a-car. Participar o sinistro, fazer a peritagem do veículo e receber de imediato um veículo de cortesia, cedido para o período da reparação, é a proposta destas seguradoras, onde se incluem a Fidelidade Mundial, Império Bonança e OK!

Este novo serviço concentra numa só oficina as diferentes etapas de resolução de um sinistro automóvel, proporcionando assim uma maior comodidade para o cliente e garantindo uma maior rapidez na conclusão de todo o processo que deverá culminar com a devolução ao cliente da sua viatura já reparada.

Para já, o serviço Help-a-car está disponível na Cetra, oficina situada nos Olivais, em Lisboa, e deverá ser disponibilizado em mais 11 oficinas até ao final do ano. O serviço poderá ser utilizado sempre que uma das três seguradoras tenha a responsabilidade de reparar o veículo, seja ele de um seu cliente ou de um terceiro lesado.

Há contudo restrições para a utilização deste serviço. Só serão admitidos neste âmbito veículos ligeiros de passageiros ou comerciais ligeiros, que circulem ainda pelos seus próprios meios e envolvidos em sinistros que tenham envolvido, no máximo, dois veículos sem causar danos corporais.

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