Aliança entre Sonae e Salvador Caetano nos seguros automóvel

As corretoras da Sonae (MDS) e da Salvador Caetano (Coral) aliaram-se para a criação de uma corretora de seguros “inovadora” em Portugal para o sector automóvel, designada MDS Auto e que reunirá as competências de cada uma das empresas na área dos seguros e gestão de risco no sector automóvel.

Num comunicado emitido hoje, a MDS adianta que a parceria foi concretizada no início do mês de Abril e aprovada na passada sexta feira pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e pela Alta Autoridade para a Concorrência. Esta joint-venture resulta da união das competências da MDS na área dos seguros e gestão de risco e da Coral enquanto especialista no sector automóvel, constituindo “uma inovação no mercado nacional”, segundo a opinião dos seus responsáveis.

“Este acordo constitui um ato de confiança do grupo Salvador Caetano, sendo mais um momento histórico de integração e consolidação da nossa operação. Esta parceria permite acrescentar valor aos nossos clientes e potenciar negócio num segmento relevante da nossa actividade, reforçando a aposta na diferenciação e especialização de serviço”, considerou o presidente da MDS, José Manuel Fonseca.

“A participação da Coral nesta joint-venture supõe a consolidação de uma plataforma ideal de entendimento”, afirma a Salvador Caetano.

“Através desta nova plataforma poderemos canalizar toda a nossa experiência no sector automóvel e desenvolver novos projectos com o grupo Sonae, com o qual temos mantido fortes apostas comerciais e excelentes relações institucionais”, afirmou o presidente da Coral, José Ramos.

A Coral é detida a 100% pelo grupo Salvador Caetano, enquanto a MDS SGPS é a holding para a área dos seguros e gestão de risco da joint-venture entre os Grupos Sonae e Suzano, operando na corretagem de seguro directo e de resseguro.

Reclamações online – ISP

O Instituto de Seguros de Portugal pretende que o tempo de resposta das seguradoras às reclamações Seguro automóvel dos seus clientes seja encurtado e vai lançar um projecto de gestão de reclamações online.

“Temos um projecto que vai avançar em breve relativo a matérias de conflitos e reclamações”, revelou hoje o presidente do ISP, Fernando Nogueira, explicando que o objectivo é dar “maior celeridade ao tratamento das reclamações”.

A iniciativa visa acabar com a utilização de papel nos temas relacionados com reclamações e conflitos entre seguradoras e clientes, o que permitirá acelerar e simplificar os processos.

“Vai ser um formato transparente e claro”, frisou Fernando Nogueira, admitindo que o sector segurador tem sido visto ao longo do tempo como “muito conflituoso”.

O ISP apresenta hoje o “Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta do Mercado”, pelo segundo ano consecutivo, depois de ter divulgado pela primeira vez o documento em 2008.

Para 2010, Fernando Nogueira disse que o ISP tem “objectivos muito altos” no sentido de garantir que o sector dos seguros e dos fundos de pensões apresente “um desempenho de maior qualidade e com transparência”.

Reclamações Seguro Automóvel

O ISP (Instituto de Seguros de Portugal) analisou, no ano transacto, um total de 6.968 reclamações relativas a seguros, o que representa um crescimento de 33 % face ao ano de 2008, quando tinham sido registadas apenas 5.247. Conforme divulgou o ISP esta manhã em conferência de imprensa, mais de metade das reclamações apresentadas são relativas ao ramo automóvel.

Este aumento pode, em parte, justificar-se «pela continuação do desenvolvimento de instrumentos privilegiados para efeitos de contacto com o consumidor que, agilizando os procedimentos inerentes à formalização de uma reclamação, permitem o acompanhamento da sua evolução», mostra o relatório.

Do total, mostrou o ISP, 34% foram apresentadas através do Livro de Reclamações, sendo que a grande maioria diz respeito a «práticas comerciais desleais e publicidade».

No que respeita à distribuição das reclamações por «ramos», constata-se que, em 2009, as reclamações apresentadas foram maioritariamente referentes a temas relacionados com o ramo Automóvel, seguindo-se as reclamações relativas ao ramo Vida e aos seguros usualmente comercializados como incêndio/multiriscos.

De acordo com o ISP, 55% das reclamações tiveram um encerramento favorável, contra 45% com o desfecho oposto.

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