Reclamações online – ISP

O Instituto de Seguros de Portugal pretende que o tempo de resposta das seguradoras às reclamações Seguro automóvel dos seus clientes seja encurtado e vai lançar um projecto de gestão de reclamações online.

“Temos um projecto que vai avançar em breve relativo a matérias de conflitos e reclamações”, revelou hoje o presidente do ISP, Fernando Nogueira, explicando que o objectivo é dar “maior celeridade ao tratamento das reclamações”.

A iniciativa visa acabar com a utilização de papel nos temas relacionados com reclamações e conflitos entre seguradoras e clientes, o que permitirá acelerar e simplificar os processos.

“Vai ser um formato transparente e claro”, frisou Fernando Nogueira, admitindo que o sector segurador tem sido visto ao longo do tempo como “muito conflituoso”.

O ISP apresenta hoje o “Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta do Mercado”, pelo segundo ano consecutivo, depois de ter divulgado pela primeira vez o documento em 2008.

Para 2010, Fernando Nogueira disse que o ISP tem “objectivos muito altos” no sentido de garantir que o sector dos seguros e dos fundos de pensões apresente “um desempenho de maior qualidade e com transparência”.

Reclamações Seguro Automóvel

O ISP (Instituto de Seguros de Portugal) analisou, no ano transacto, um total de 6.968 reclamações relativas a seguros, o que representa um crescimento de 33 % face ao ano de 2008, quando tinham sido registadas apenas 5.247. Conforme divulgou o ISP esta manhã em conferência de imprensa, mais de metade das reclamações apresentadas são relativas ao ramo automóvel.

Este aumento pode, em parte, justificar-se «pela continuação do desenvolvimento de instrumentos privilegiados para efeitos de contacto com o consumidor que, agilizando os procedimentos inerentes à formalização de uma reclamação, permitem o acompanhamento da sua evolução», mostra o relatório.

Do total, mostrou o ISP, 34% foram apresentadas através do Livro de Reclamações, sendo que a grande maioria diz respeito a «práticas comerciais desleais e publicidade».

No que respeita à distribuição das reclamações por «ramos», constata-se que, em 2009, as reclamações apresentadas foram maioritariamente referentes a temas relacionados com o ramo Automóvel, seguindo-se as reclamações relativas ao ramo Vida e aos seguros usualmente comercializados como incêndio/multiriscos.

De acordo com o ISP, 55% das reclamações tiveram um encerramento favorável, contra 45% com o desfecho oposto.

Seguros Contra Todos os Riscos – cuidado

A expressão «seguro contra todos os riscos» pode induzir os consumidores em erro. O alerta é do Instituto Português de Seguros (ISP) que aprovou hoje uma norma que impede a utilização dessa denominação em campanhas publicitárias, por parte das seguradoras, conforme já tinha sido inclusivamente referido antes em: Regras mais rígidas na publicidade das Seguradoras.

«De facto, não existe nenhum seguro que cubra todos os riscos», esclareceu uma fonte do ISP, à agência Lusa. As restrições alargam-se ainda a expressões como «sem encargos», «oferta» e «presente», segundo o princípio que regula a publicidade efectuada pelas empresas de seguros, mediadores e entidades gestoras de fundos de pensões.

A designação «seguro contra todos os riscos», é assim desincentivada. Porque, afinal, os seguros nunca abrangem os riscos todos que os clientes podem correr. Tenha assim atenção na altura de negociar o próximo seguro.

A norma regulamentar n.º3/2010-R, que se aplica a empresas de seguros, mediadores e entidades gestoras de fundos de pensões, visa regular a publicidade à actividade destas empresas Seguradoras.

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