Seguradoras não cobrirão a maior parte dos prejuízo da Madeira
As seguradoras não cobrirão a maior fatia dos prejuízos resultantes do mau tempo na Madeira, uma vez que a taxa de cobertura nos seguros automóveis para danos próprios é baixa, tal como nos seguros multiriscos, ligados às empresas e à habitação.
Questionada pela agência Lusa sobre a possibilidade das seguradoras cobrirem a maior parte dos prejuízos, fonte oficial das seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) sublinhou que “no caso dos seguros automóveis, não, porque a taxa de danos próprios com a cobertura de Fenómenos da Natureza é baixa”.
No que toca aos seguros multiriscos, a mesma fonte disse que “também a taxa de parque seguro é baixa ou, noutros casos, a matéria segura desajustada ao efectivo património”, especificando que “em termos de estradas (pontes e túneis) e obras de arte, normalmente, apenas estas últimas são objecto de seguro”.
Taxas dos seguros podem ficar mais caras
Portugal está entre os países mais equilibrados ao nível das taxas de seguros, sobretudo destinadas a instituições financeiras, a par da Suécia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, de acordo com um estudo da Marsh. Mas, esta tendência não deverá manter-se, e tudo aponta para que os preços vão mesmo aumentar.
As taxas associadas aos seguros têm dado «sinais de inversão desta tendência e de possível agravamento dos preços», refere o representante da Marsh em Portugal, José Pirra Alves, em comunicado. O agravamento das taxas em alguns sectores já se começou a sentir no segundo semestre de 2009 e as estimativas apontam para que se mantenha em 2010.
No que diz respeito ao sector automóvel, Portugal tem registado uma redução nos prémios, pela forte competitividade entre as seguradoras, pelo surgimento de companhias de seguros low-cost e pelo decréscimo de vendas. A área da saúde contabilizou um aumento nas taxas de seguros, consequência do engrandecimento das despesas no sector e dos custos com sinistros. Continuar a ler
4% dos seguros automóvel vendidos por telefone e internet
As quatro operadoras que vendem seguros automóvel exclusivamente por telefone e internet detêm 4% da quota de mercado deste ramo, deixando os restantes 96% nas mãos de mediadores e agências de captação directa das companhias de seguros.
Trata-se de uma subida muito ténue de quota de mercado na venda directa de seguro automóvel, que já no ano passado ficou muito perto dos 4% e que este ano não deverá ultrapassar muito este indicador. A produção provisória do Instituto de Seguros de Portugal aponta para uma quota total de 4%, repartida entre a Via Directa, a Seguro Directo, a Logo e a N Seguros, embora as companhias acreditem que os valores definitivos possam apresentar uma ligeira subida de décimas. Ainda assim, os resultados demonstram que os consumidores lusos dão clara preferência à subscrição acompanhada pessoalmente por um profissional do sector, seja ele mediador de seguros ou funcionário de uma companhia.
Quanto à venda directa, é crescente o número de utilizadores que realiza toda a operação de subscrição online, quando inicialmente a operação era começada na internet e concluída via telefone. Com 33 milhões de euros em prémios, a Via Directa, do grupo Caixa Geral de Depósitos, que opera sob a marca OK! Teleseguros, mantém a liderança da venda directa de seguros, ocupando a 13ª posição no ranking nacional do ramo, com uma quota de mercado de 2%. O segundo maior operador de venda directa continua a ser a Seguro Directo, do grupo AXA, embora com uma quebra acentuada de produção, da ordem dos 38%. As contas do supervisor apontam para que a Seguro Directo feche o ano 2009 com uma produção de 15 milhões de euros e uma quota de mercado de 0,9%.
A Logo, do grupo Espírito Santo, protagoniza a maior subida do ramo (177,3%), com uma produção provisória superior a 10 milhões de euros em seguro automóvel. A Logo detém agora uma quota de mercado de 0,6%, ligeiramente acima dos 0,5% do mercado detidos pela N Seguros, entretanto adquirida pelo grupo Montepio. A N Seguros fecha 2009 com pouco mais de 9 milhões de euros de produção e uma subida de 60,4% face ao ano anterior.